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Pleno - 17/07/26

Pleno mantém suspensão imposta à atleta do Fortaleza

17 de julho às 11:23

O Recurso Voluntário do Fortaleza em nome do atleta Rodriguinho foi julgado pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol nesta sexta-feira, 17 de julho, e negado por unanimidade dos votos. O clube cearense tinha o objetivo de minorar a pena de duas partidas de suspensão definida, em primeira instância, pela Sexta Comissão Disciplinar após o jogador cometer uma infração na partida válida pela 12ª rodada da Série B do Brasileiro, contra o Náutico.

Relembre o ocorrido:

De acordo com a súmula da partida, aos seis minutos do segundo tempo, Rodriguinho foi expulso com cartão vermelho direto por atingir a perna de um dos adversários com força excessiva durante a disputa de bola. Por essa conduta, o atleta foi julgado com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata da prática de jogada violenta e suspenso, em primeira instância, pela Sexta Comissão por duas partidas.

Confira como se passou o julgamento no Pleno:

Pelo atleta do Fortaleza, atuou o advogado Osvaldo Sestário, que, em busca de minorar a pena, argumentou:

— “O atleta em questão, o lance, tá olhando o alto, ele vai dominar a bola e, na hora que ele levanta o pé, ele acaba atingindo o adversário. O árbitro em campo dá o cartão amarelo e aí o VAR chama para fazer a revisão do lance. Aí é naquela câmera lenta, mas é um lance que é um acidente.”

Em discordância com o que foi sustentado pela defesa, o auditor relator do processo, Marcelo Bellizze, votou:

— “Até acredito que seja sem querer, mas, no meu entender, há ali uma atuação imprudente, ou temerária do atleta do Fortaleza e entendo que, pelo grau da temeridade, ou da imprudência, entendo que tá correta a pena fixada pela Comissão Disciplinar de duas partidas, até por ser reincidente e diante da altura da perna, poderia lesionar o outro jogador. Acho que duas partidas se adequam aos princípios de proporcionalidade e razoabilidade da pena diante do lance concreto, ainda que sem querer, mas temerário.”

O Presidente em exercício, Maxwell Borges, e os auditores Rodrigo Aiache, Sérgio Henrique Coelho, Marco Aurélio Choy, Mariana Barreiras e Antonieta Pinto acompanharam integralmente o voto do relator.


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