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6 CD - 28/07/26

Corinthians e Remo multados por atraso

28 de julho às 12:35

Corinthians e Remo foram julgados nesta terça-feira, 28 de julho, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol. Em sessão da Sexta Comissão Disciplinar os auditores multaram os clubes em R$ 2 mil pelo atraso do início do jogo. Denunciado ainda por invasão de duas crianças no campo, o Corinthians foi absolvido. Proferida unanimidade de votos, a decisão é em primeira instância e cabe recurso ao Pleno.

Em partida válida pela 19ª rodada da Série A entre Corinthians e Remo, o árbitro Lucas Casagrande narrou o atraso de cinco minutos na entrada das equipes em campo, fato que gerou um atraso de dois minutos no início da partida.

Além disso, no campo de ocorrências, o árbitro citou a invasão de campo após o apito final.

— "Informo que após o encerramento do jogo foi observada a invasão de campo de 2 crianças com camisetas do corinthians. as mesmas foram em direção a jogadores do corinthians para pedir camisetas, sendo rapidamente contidas por agentes de segurança."

A Procuradoria denunciou os clubes por infração ao artigo 206 do CBJD por dar causa ao atraso do início da partida e ao Corinthians pela invasão de campo prevista no artigo 213, inciso II, do CBJD.

Diante da Comissão, o Subprocurador-geral Ronald Barbosa reiterou os termos da denúncia.

Representando o Corinthians o advogado Sérgio Engelberg defendeu

— “Recebemos da polícia hoje de manhã o relatório que faz a identificação das crianças e dos pais. No relatório da partida escrevem que as crianças foram identificadas e encaminhadas e foi feito um relatório policial. Por conta da documentação juntada o pedido é pela exclusão de responsabilidade do Corinthians conforme parágrafo 3º do artigo 213”, concluiu.

Em defesa do Remo atuou a advogada Pâmella Gouveas.

Relator do processo, o auditor Eduardo Xible Ramos votou para multar em R$ 2 mil ambos os clubes pelo atraso no início da partida e julgar improcedente a denúncia contra o Corinthians por entender que não há elementos suficientes para demonstrar que o clube deixou de prevenir e reprimir na entrada das crianças.

O voto foi acompanhado pelos auditores Aline Jatahy, Rodrigo Bayer e pelo presidente Jorge Lavocat Galvão


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