LEIA MAIS@ 23/02/2024 - 16h11 | Presidente acolhe pedido de portões fechados ao Sport
LEIA MAIS@ 23/02/2024 - 12h59 | STJD e ENAJD no 1º Congresso do TJD/AC
LEIA MAIS@ 23/02/2024 - 10h29 | Procuradoria pede jogos do Sport sem torcida
LEIA MAIS@ 22/02/2024 - 19h08 | Pleno nega garantia a SAF Botafogo
LEIA MAIS@ 22/02/2024 - 16h00 | Operário e CSA multados por confronto de torcidas

Comissão pune Botafogo, John Textor, Assumpção e Carli
01/12/2023 17h00 | STJD

Divulgação
a A

A Quinta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol julgou nesta sexta, 1 de dezembro, e puniu a SAF Botafogo com multa de R$ 5 mil , seu presidente John Textor com suspensão total de 35 dias e multa de R$ 25 mil, além dos integrantes do clube Vinicius Assumpção com 15 dias de suspensão e multa de R$ 10 mil, Joel Carli suspensão por dois jogos, Patrick de Paula advertido e André Mazzuco e Adryelson absolvidos. A decisão cabe recurso e deve chegar ao Pleno, última instância nacional.

Todos os integrantes e a SAF foram denunciados pela Procuradoria por infrações na derrota por 4 a 3 para o Palmeiras, pela 31ª rodada do Brasileirão.

Presidente da SAF, John Textor foi denunciado por invasão (artigo 258-B) e por ofensas praticadas contra a arbitragem, a entidade organizadora do campeonato e seu presidente Ednaldo Rodrigues (artigo 243-F).

Na mesma esfera, o diretor André Mazzuco e o vice Vinicius Assumpção foram enquadrados por ofensa no artigo 243-F.

Auxiliar técnico do clube, Joel Carli foi enquadrado em três artigos por ofensa contra arbitragem (artigo 243-F), conduta contrária à disciplina (artigo 258) e invasão de campo (artigo 258-B).

O atleta Patrick de Paula não atuou na partida, mas foi denunciado por invadir o campo após o fim do jogo (artigo 258-B), enquanto Adryelson foi expulso e denunciado por praticar ato desleal ou hostil na partida (artigo 250).

Já o Botafogo foi denunciado por deixar de prevenir e reprimir lançamento de copos no campo de jogo (artigo 213, inciso III).

O Procurador João Marcos Guimarães representou a Procuradoria na sessão e exibiu provas de vídeos para sustentar a denúncia. O Procurador fez um exercício semântico sobre as palavras ditas por Textor em inglês e o significado em Português e, em seguida, reiterou a denúncia.

”Entendo aqui que há infração caracterizada e acho que a denúncia foi muito feliz quando faz o enquadramento triplo no artigo 243-F ao presidente da SAF, que aponta para o árbitro, aponta para o presidente da entidade e aponta para a entidade. Vou reiterar na íntegra a denúncia”.

O presidente da SAF, John Textor teve a defesa feita pelos advogados Luciana Lopes e Pedro Moreira, que juntaram como provas o crachá e o regulamento da CBF que fala sobre o credenciamento, enquanto o clube e demais integrantes foram representados pelo advogado André Alves.

Luciana Lopes pediu a inépcia da denúncia por não estar acompanhada de uma tradução juramentada e explicou que o desabafo foi a gota d’água de uma insatisfação e de várias reclamações de outras partidas não respondidas.

“Nossa língua é a portuguesa e estamos pautados em uma denúncia pelo que foi dito em inglês. O Procurador que fez a denúncia constrói em linhas e monta um parágrafo. Quero que me digam onde está a ofensa grave ao presidente da CBF a ponto de se suspender por 30 dias o dono da SAF Botafogo? O que ocorreu não foi só por causa da jogada. O desabafo não diz respeito apenas a um lance que se irritou. Quando ele pede a renúncia do presidente da CBF foi por esse jogo ser a gota d’água. Ele enviou mais de cinco ofícios para a CBF com questionamentos com a arbitragem, financeiro quando o Botafogo ainda estava líder e nenhum foi respondido até hoje”, disse Luciana Lopes.

Já o Botafogo e os demais integrantes foram defendidos pelo advogado André Alves, que juntou prova documental e de vídeo dos atletas.

Como votaram os auditores:

Finalizadas as sustentações, o relator do processo, auditor Eduardo Mello votou para punir o Botafogo com multa de R$ 5 mil pelos arremesso de copos; absolver o atleta Adryelson; advertir Patrick de Paula; aplicar quatro partidas e multa de R$ 5 mil a Joel Carli por ofensa no artigo 243-F e absolve-lo nos artigo 258 e 258-B; absolver André Mazzuco; punir Vinicius Assumpção por 15 dias e R$ 10 mil por ofensa no artigo 243-F e absolve-lo na outra infração ao artigo 243-F.

A John Textor, o relator desclassificou a infração contra o árbitro da partida e aplicou a pena mínima de 15 dias no artigo 258. Já pelas ofensas ditas contra a entidade e seu presidente, o relator entendeu como uma única conduta e aplicou 30 dias de suspensão e multa de R$ 25 mil no artigo 243-F.

Vanderson Maçullo acompanhou na punição ao Botafogo, na absolvição a Adyelson, na punição a Joel Carli, na absolvição de André Mazzuco e divergiu quanto ao Vinicius Assumpção reconhecendo a ilegitimidade e absorvendo todas as infrações de John Textor no artigo 243-F e na aplicação de 28 dias de suspensão e multa de R$ 25 mil.

Gustavo Caputo divergiu do relator apenas quanto a Joel Carli para desclassificar a denúncia de ofensa para desrespeito e aplicar dois jogos de suspensão ao auxiliar.

Alessandra Paiva também acompanhou a divergência quanto ao Joel Carli para puní-lo com dois jogos no artigo 258 e aplicar a John Textor 15 dias na reclamação ao artigo e 20 dias e R$ 25 mil na ofensa em entrevista.

Presidente da Comissão, Otacílio Araújo também aplicou dois jogos a Joel Carli no artigo 258; absolver entendendo pela ilegitimidade de Vinicius Assumpção, absolver Patrick de Paula e por absorver as condutas de John Textor e puní-lo com 28 dias e multa de R$ 25 mil por ofensa no artigo 243-F.


As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal.